Japão planeja reduzir incentivos para produzir energia solar

O governo do Japão reformará seu plano de apoio às energias renováveis por causa do encarecimento da eletricidade, o que pode representar a retirada de importantes incentivos para a energia solar, informou nesta quinta-feira o diário “Nikkei”. O Japão usa atualmente um sistema que eleva artificialmente os preços da energia de origem renovável, sobretudo a solar. O método deu resultados desiguais devido à capacidade de produção limitada das usinas que apostam nesse tipo de fonte alternativa. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria realizou na última quarta-feira uma reunião para discutir os defeitos do sistema atual e propor reformas para o plano estatal de energias renováveis, disse um funcionário de alto escalão do ministério ao “Nikkei”. O governo japonês contempla um novo marco legal que permitirá às maiores usinas a comprar os excedentes de produção de companhias com menor capacidade. Além disso, em 2015 serão reduzidos os preços fixados para a venda de energia solar, com o objetivo de torná-los mais competitivos. No julgamento do governo, os atuais valores provocaram uma “bolha” no setor. A energia produzida em plantas solares custa no país 32 ienes o quilowatt-hora, preço dez vezes superior, por exemplo, ao fixado para a energia eólica. O novo plano incluirá descontos para as contas de energias pagas por empresas e famílias, que sofreram aumento devido ao auxílio às fontes renováveis e também por causa do blecaute nuclear em todo o país após o acidente em Fukushima, em 2011. Outra medida será a de limitar a construção de grandes plantas solares, o que, junto às reformas anteriores, pode acarretar em prejuízo para empresas do setor. Algumas delas...

Holanda oferece apoio para inovação em biocombustíveis

A Holanda tem uma missão corajosa: até 2050, pretende contar com um sistema de energia sustentável, confiável e acessível. Líder em biotecnologia industrial internacional e na indústria bioquímica – que abriga inúmeras empresas do setor e cientistas de renome internacional – o país vem realizando importantes experimentos com a energia das ondas oceânicas, algas e biomassa. Durante a segunda edição do BBest, conferência de ciência e tecnologia de bioenergia, que acontecerá entre os dias 20-24 outubro no Campos do Jordão Convention Center, a Holanda planeja demonstrar como é capaz de ampliar ainda mais seus conhecimentos em cooperação com o Brasil, outro pioneiro em combustíveis renováveis ​​e energia. A Holanda está construindo conexões bem sucedidas com nosso País , através de parcerias estratégicas, colaborações em projetos e programas, bem como acordos no nível governamental, industrial, institucional e acadêmico. Inspirados por sua indústria de horticultura, cujo consumo de energia é intensivo, os holandeses desenvolveram soluções inovadoras na produção descentralizada de energia em estufas, “reciclagem” de CO2 e aproveitamento de calor residual. Como parte de seu plano, a Holanda pretende monitorar as tensões ecológicas, controlar e otimizar a qualidade da água, terra, e a disponibilidade de nutrientes utilizando tecnologias de sequenciamento genético de material biológico, além da incorporação social dos produtos, serviços e processos desenvolvidos até agora. Até 2020, os recursos renováveis ​​terão um papel importante na economia baseada em bioenergia. A Holanda também está investindo bastante em Smart Grids, que facilitam o desenvolvimento de outras tecnologias, como veículos elétricos. Do outro lado do Oceano Atlântico, o Brasil é o maior produtor de cana de açúcar do mundo e o segundo maior...