Sociedade civil encaminha contribuições para Plano Decenal de Expansão de Energia 2026

Por Sucena Shkrada Resk – ICV. Redes da sociedade civil organizada encaminharam um documento conjunto, no qual colocam suas contribuições para a versão preliminar do Plano Decenal de Expansão de Energia 2026 (PDE 2026), submetida à consulta pública pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), cujo prazo terminou no dia 27 de agosto. O principal objetivo é incorporar efetivamente a dimensão socioambiental no planejamento do setor energético brasileiro. A iniciativa é do Grupo de Trabalho de Infraestrutura (GT-Infraestrutura), do Observatório do Clima (OC), da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil (FNPE) – em parceria com o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (FMCJS) e da Aliança dos Rios da Panamazônia. Estas redes são compostas por organizações não-governamentais e movimentos sociais. As propostas são divididas em cinco eixos: – Transparência e participação pública: incorporação da dimensão socioambiental; dos direitos humanos; – Processos de tomada de decisão e incorporação de critérios de restrição na formação dos portfólios; – Identificação de cenários de demanda; – Alternativas para a geração de energia elétrica: energia solar e eólica; termelétrica à biomassa; a não construção de mais nenhuma hidrelétrica na Amazônia; térmicas com combustível fóssil com restrições; quanto à energia nuclear, retirar Angra 3 e quaisquer planos de novas usinas nucleares do planejamento energético; – Questionamento sobre a expansão petroleira no plano. Os ambientalistas e especialistas na área energética, que integram o grupo de autores, expõem a relevância do PDE ser objeto de diálogos mais aprofundados com as redes da sociedade civil sobre temas específicos abordados e de forma articulada com o Plano Nacional de Energia (PNE), o componente de energia da NDC brasileira,...

De olho nas pegadas ambientais do urânio na Bahia

O município de Caetité (Bahia), sede da única mina de urânio em atividade na América Latina, recebeu um grupo de estudantes da UFBA com uma missão especial. Eles foram ver as pegadas ambientais da exploração do minério e saber como é a convivência da sociedade local com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), dona do complexo minero-industrial produtor do concentrado de urânio, matéria prima da fonte-combustível dos dois reatores nucleares de Angra dos Reis (RJ). Quando decidiram ir ao encontro do mundo técnico e científico do campo nuclear sabiam que carregariam malas e mochilas cheias de interrogações sobre o resultado daquela experiência. Tinham muitas dúvidas. Em especial, se compreenderiam a realidade da mineração nuclear e seus impactos sobre a saúde pública, sobre o meio ambiente e como poderiam relacionar esta problemática com a formação acadêmica de Engenheiros/as Sanitaristas. Viajaram com a Profa. Dra. Patrícia Borja, no âmbito do projeto da disciplina Problemas de Saúde Pública, da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Rotas de informação Quase 640 km separam Caetité de Salvador. A longa viagem foi antecedida por uma atividade na Escola Politécnica no dia 08 de julho, quando tratamos do Programa Nuclear Brasileiro e seus negativos impactos no Alto Sertão baiano, onde começa o ciclo de produção da energia nuclear gerada nas usinas Angra 1 e 2 (RJ). Mostrando imagens e documentos de órgãos de fiscalização ambiental e de regulação da atividade nuclear no Brasil, mostramos os prejuízos socioambientais provocados pelas atividades de mineração e beneficiamento de urânio no semiárido baiano. Tratamos também das pesquisas que vêm sendo feitas nas áreas de saúde (Fiocruz) e meio...

Qual valor dos povos indígenas no planejamento energético brasileiro?

Por Sucena Shkrada Resk – ICV. Como o componente indígena entra na agenda socioambiental de planejamento da matriz elétrica brasileira, em especial, com relação a grandes empreendimentos hidrelétricos? Esse foi um dos pontos destacados durante o diálogo entre representantes de organizações não governamentais, que integram o Grupo de Trabalho de Infraestrutura, com equipe técnica da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), no dia 17 de julho. O encontro ocorreu, na sede da empresa, no Rio de Janeiro. Esta é a segunda rodada de diálogo estabelecida desde 05 de maio (veja também Organizações socioambientais abrem espaço de diálogo com EPE para discutir planejamento da matriz elétrica) . A EPE apresentou uma visão geral da metodologia do planejamento energético no país que, segundo a empresa, tem quatro critérios: modicidade tarifária, segurança energética, áreas protegidas e mudanças climáticas. E é no chamado índice socioambiental, nos estudos de inventário hidrelétricos, que um dos aspectos socioambientais são as populações indígenas e tradicionais. No mesmo momento, a 2.500 quilômetros de distância, na divisa do Pará e Mato Grosso, acontecia um caso real que demonstra a necessidade de maior empenho nesta agenda. Indígenas Munduruku ocupavam pacificamente canteiro de obras da Usina Hidrelétrica São Manoel (que aguarda aprovação de licença de operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama). O grupo com cerca de 140 pessoas, entre crianças, adultos e idosos, reivindicavam seus direitos no processo de implementação dos grandes empreendimentos hidrelétricos, desde a fase de consulta. A ocupação foi encerrada no dia 20, mas a mobilização continua (veja mais em Somos feitos do sagrado!). Para a compreensão do contexto da mobilização, o GT...

IEI Brasil realiza oficina sobre Geração Distribuída, Eficiência Energética e Impactos para o consumidor final

Por Sarah Shmidt – IEI Brasil. Pesquisadores, profissionais e representantes do terceiro setor se reuniram em Campinas (SP), na última quarta-feira, 17 de maio, para discutir o futuro do setor elétrico brasileiro. A convite do IEI Brasil, eles participaram da oficina “Geração distribuída, eficiência energética e o consumidor final: propostas para a realidade brasileira”. Como o próprio título do encontro diz, o consumidor foi a peça central das discussões. Afinal, como a tarifa de eletricidade será impactada em um cenário com maior aplicação de geração distribuída e eficiência energética? Com o objetivo de construir respostas e propostas de forma colaborativa, o encontro foi desenhado de modo que os cerca de 30 participantes pudessem interagir, realizar questionamentos e fazer sugestões sobre o conteúdo apresentado. A oficina é resultado de um projeto de pesquisa em andamento realizado pelo IEI, com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS). A primeira etapa da pesquisa, inclusive, dará origem a um livro que está em estágio de produção e conta com o apoio do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre). Na parte da manhã da oficina, os pesquisadores do IEI Brasil Sérgio Bajay, José A. Paccola, Izana R. Vilela e Raphael Heideier apresentaram resultados preliminares do estudo com análises do setor elétrico e da formação da tarifa de eletricidade brasileiros e sugestões sobre novos modelos de negócio, estrutura e regulação tarifárias e mecanismos de incentivo. O pesquisador Heideier apresentou, ainda, alguns resultados preliminares dos impactos sobre a tarifa residencial média e arrecadação de tributos em 2030 e 2040, pelas regras atuais, para diferentes taxas de inserção de energia solar fotovoltaica em telhados e de medidas de...

Do Xingu ao Teles Pires: documentários retratam os impactos de grandes hidrelétricas nas vozes dos atingidos

Por: Sucena Shkrada Resk – 09/12/2016 O que Antônia, Raimunda, Gilliarde e Nelson têm em comum? São brasileiros que vivem, desde o começo, o processo de implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, uma decisão do governo federal em seu plano energético. Elas enfrentam, junto com suas comunidades, até hoje, os efeitos socioambientais e econômicos que a instalação dessa mega obra está causando na região de Altamira, PA. É um histórico que tem repercussão internacional e capítulos de embates na justiça que continuam em curso, por meio de ações do Ministério Público Federal (MPF), suspensões de segurança a favor do empreendimento (com o argumento da obra ser de segurança nacional) e novas ações em favor das populações atingidas. As narrativas dessas mulheres e homens se mesclam com as de autoridades e especialistas e tratam de histórias de impactos ambientais em modos de vida, na saúde, nas condições de saneamento, segurança e geração de renda de ribeirinhos, indígenas e pescadores locais. Essa mistura de fatos e sentimentos é descrita durante uma hora, no vídeo-documentário Belo Monte: depois da inundação, lançado, semana passada, em Brasília, uma produção de Todd Southgate, do International Rivers e da Amazon Watch, com narração de Marcos Palmeira. A presença desses protagonistas “ao vivo” possibilitou a releitura de suas próprias falas, com uma carga emocional a mais que contagiou o público presente. “Lutamos por reparação. Hoje em Altamira, a população sofre com a falta de água (potável) para viver e a violência aumentou, com drogas, assassinatos e se desencadeou um processo de doenças nas mulheres. Quase duas mil famílias ribeirinhas foram ‘jogadas’ em qualquer...

Farsa de Belo Monte desmontada em 1h

Documentário mostra Altamira na atualidade, impactada pela represa, e as mentiras do governo e empreiteiras. Por: Giovanny Vera Brasília (DF) – Foi lançado nesta semana em Brasília o documentário Belo Monte: Depois da Inundação, que apresenta a situação atual da cidade de Altamira após a construção da hidrelétrica no rio Xingu, com testemunhos de atingidos pelas falsas promessas do governo federal e empreiteiras.   Um dos objetivos do filme é “mostrar a história da luta na região do Xingu e contribuir ao debate sobre este modelo, para ver se é o que a gente quer”, explicou Brent Millikan, da International Rivers, realizadora do documentário. De acordo com ele é importante mostrar o caso de Belo Monte para o mundo porque “não é um caso isolado, é um câncer que vem se espalhando”.   Todd Southgate, diretor do documentário, explicou que é um projeto “feito para não deixar Belo Monte cair no esquecimento, é uma ferramenta de resistência para todos os impactados pela obra e também para quem vai ser impactado por outro projeto semelhante”.   Na plateia estiveram vários dos atingidos pelos impactos da barragem, além de representantes de povos indígenas e ribeirinhos dos estados de Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rondônia, que expressaram surpresa e tristeza ao ver a situação calamitosa em que se encontram os impactados pela usina em Altamira. “Eu nunca tinha visto assim, é uma destruição não só dos indígenas, mas dos riberinhos, dos pescadores, que hoje estão sofrendo nessa situação difícil. Eu vejo assim: se está acontecendo assim lá, como seremos nós ficando desse jeito?”, questiona Valdir Sabanê, liderança do povo Nambikwara da Terra...

III Festival Juruena Vivo: cultura e resistência no coração do Brasil

Entre os dias 27 e 30 de outubro, os 30.000 habitantes da cidade de Juara (MT) recebem indígenas e movimentos sociais da Bacia do Juruena em luta pela preservação de seus territórios e modos de vida. Por Paulo Motoryn Fotos: João Miranda Começou nesta quinta-feira (27), o III Festival Juruena Vivo na cidade de Juara (MT). O evento celebra a diversidade cultural e ambiental do Rio Juruena, que cada vez mais tem sua bacia impactada por interesses no potencial hidrelétrico da região. A sub-bacia do Juruena abrange 190.931 km2 e é composta por dezenas de rios. Só o Rio Juruena é responsável por 70% das águas que formam o Tapajós no estado do Mato Grosso. Dez diferentes povos indígenas lutam para preservar seu modo de vida na Bacia, como os Manoki, Nambikwara, Rikbatsa, Myky e Rikbatsa, que têm representantes no Festival. O evento tem objetivo de debater a atuação da população indígena e a participação popular nas tomadas de decisão sobre o futuro dos rios Juruena, Tapajós e Teles Pires. Os convidados vêm de diversas regiões da Amazônia Legal. Estão presentes, por exemplo, moradores de Altamira, cidade impactada pela construção do complexo hidrelétrico de Belo Monte. A ideia é que possam compartilhar experiências de resistência aos megaprojetos. Além dos paineis temáticos e debates, o III Festival Juruena Vivo trará uma série de manifestações e apresentações culturais. A programação (confira ao final) conta com apresentação de bandas e grupos da região e do Centro-Oeste. O violeiro Victor Batista mora em Pirenópolis (GO) e é uma das atrações do evento. Seu trabalho mais recente está no disco “Manchete do Tico-Tico”, em...

24 de agosto de 2050: uma viagem ao Brasil do futuro

Como será a vida de um brasileiro daqui a 34 anos caso o país transforme sua forma de produzir e consumir energia? Ou seja, caso faça a [R]evolução Energética proposta pelo Greenpeace Brasil? Por Thaís Herrero. É 24 de agosto de 2050 e o brasileiro Renan Válveis acorda para mais um dia que parece comum. Ao abrir as cortinas do quarto, fica feliz ao ver o dia ensolarado. Liga o chuveiro e a água sai quentinha graças ao sistema de aquecimento solar térmico que está no telhado de sua casa. No caminho para o trabalho, encontra sua vizinha exibindo a nova aquisição: um modelo popular de carro movido a eletricidade. Elen Étrica é uma mulher conectada às novidades e, claro, não ficaria de fora da popularização desse tipo de veículo. No Brasil de Renan e Elen, a gasolina e o diesel estão no passado. A eletricidade corresponde ao “combustível” de 25% do setor de transportes. “Meu pai mal pôde acreditar quando andou pela primeira vez no meu carro. Quando ele era jovem, era um objeto para poucos porque eram caros de mais e faziam suas contas de luz ficarem altíssimas”, conta Elen. Como ela instalou placas solares fotovoltaicas em seu telhado, boa parte da eletricidade que consome vem da luz do sol, e suas contas de luz estão vindo baixas, mesmo com o carro elétrico. Ela não é a única brasileira que gera sua própria energia em casa. Agora cerca de 14% da eletricidade consumida no Brasil vêm de sistemas fotovoltaicos que geram energia solar – uma fonte limpa e renovável de energia. Desde os idos de 2015, quando...

Energia solar brilha para o povo Munduruku

Enquanto o governo quer construir uma hidrelétrica que irá inundar a terra dos Munduruku, o Greenpeace levou até ela uma forma limpa e renovável de gerar energia elétrica. É forte e poderoso o sol que brilha na Terra Indígena Sawré Muybu, na região do rio Tapajós, Pará. Poucas horas depois da alvorada, ele já ilumina do alto a floresta amazônica, permitindo que plantas cresçam, frutos se desenvolvam e que o povo Munduruku mantenha o seu dia a dia, em harmonia com a natureza. Esse sol intenso agora também brilha na TI para gerar energia elétrica. Graças a uma parceria entre o Greenpeace e a Fundação Empowered By Light, duas aldeias Munduruku receberam placas fotovoltaicas. Os sistemas foram instalados por ativistas e voluntários do Greenpeace e estão conectados a baterias, garantindo que a energia produzida durante o dia seja aproveitada também à noite. O povo Munduruku luta bravamente contra os planos do governo de construir a usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, na região onde vivem. Se a usina sair do papel, 376 quilômetros quadrados de floresta serão alagados, em uma região de rica biodiversidade e importância para esses índios. Portanto, a instalação das placas possibilita uma maior autonomia aos Munduruku em relação à demanda por eletricidade e é um símbolo que mostra que é possível garantir a energia que o Brasil precisa sem depender de novas hidrelétricas. “Por que o governo quer destruir a casa dos nossos povos tradicionais e nossas florestas se temos sol, vento e tecnologia o suficiente para explorar as fontes renováveis verdadeiramente sustentáveis, como a solar e a eólica?”, diz Thiago Almeida, da Campanha...

CERSA promove capacitação para uso de energia solar em Agroindústria Comunitária

Empoderamento feminino, agroindústria e sustentabilidade. O que tudo isso tem a ver com energia solar? Tem tudo a ver. É o que mostra o projeto Padaria Solar, promovido pelo Comitê de Energias Renováveis do Semiárido (CERSA) com apoio do Fundo Socioambiental Casa. O objetivo é demonstrar a inserção da tecnologia fotovoltaica em uma agroindústria comunitária. A primeira beneficiária desta ação é a Associação Comunitária Várzea Comprida dos Oliveiras, localizada no município de Pombal-PB.  Junto ao Programa de Ação Social e Políticas Públicas (PASPP), a associação vem se empenhando na construção da sede da Fábrica de Bolos dos Oliveiras com previsão de término para este ano. Trata-se de um empreendimento para fabricação de bolos, bolachas e pães para a venda em escolas públicas da região através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do governo federal. O grande destaque fica por conta das mulheres que de forma organizada demonstram suas potencialidades na fabricação de massas. A panificadora beneficia 21 microempreendedoras e torna-se fonte de emprego e renda para a comunidade que conta com 100 famílias. Segundo o técnico agrícola do PASPP, Aíres Humberto, a Prefeitura de Pombal foi a responsável por conseguir os equipamentos, mas não havia lugar para coloca-los. “Então, nos mobilizamos para angariar recursos para construção da sede. E conseguimos por meio de um edital de uma instituição criada pelo Papa João Paulo II, a Fundação Populorum Progression”, disse. De acordo com a presidente da Associação Comunitária Várzea Comprida dos Oliveiras, Solange Matos, a articulação com o CERSA acelerou a concretização dos planos para a instalação de energia solar fotovoltaica no local. “Há muito tempo nós pensávamos em...

Coalizão Não Fracking Brasil participa de seminário sobre Mudanças Climáticas e Justiça Social em Santa Catarina

A partir desta quinta-feira, 02 de junho, até sábado, 04, acontece em Criciúma, em Santa Catarina, um Seminário Regional que debaterá vários temas relacionados às Mudanças Climáticas e Justiça Social. O fundador da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade – e coordenador de Campanhas Climáticas das 350.org, Eng. Dr. Juliano Bueno de Araujo, participará do evento e falará sobre os severos impactos provocados pelo fraturamento hidráulico, ou Fracking. Representantes das entidades e movimentos sociais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul que participam do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social poderão conhecer em detalhes os riscos e perigos para o ambiente, reservas de água, produção de alimentos e saúde das pessoas e animas provocados pelo fraturamento hidráulico. A tecnologia altamente poluente, grande consumidora de água e injusta usada para extração de gás de xisto do subsolo será uma das questões debatidas no evento. Além dos impactos ambientais, econômicos e sociais, o Fracking também intensifica as mudanças climáticas ao permitir a liberação sistemática pelas fissuras do metano, gás de efeito estufa que contribui enormemente para o aquecimento global. O seminário regional tem por objetivo apurar a percepção de como as mudanças climáticas são sentidas e estão afetando a vida das pessoas, dos demais seres vivo e da Mãe Terra. Entre as entidades participantes do Fórum está a Cáritas Paraná, parceira da COESUS, Fundação Cooperlivre Arayara  e 350.org Brasil e América Latina, entre outras, na luta contra o Fracking.   Confira a programação: Seminário Regional do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social (PR, RS e SC) De 2 a 4 de junho de 2016 – Criciúma/SC    Dia 02/06 (quinta-feira) 10h00 – Inscrição/Crachá...

CERSA participa de discussão sobre energias renováveis

O coordenador técnico do CERSA, Walmeran Trindade, ministrou palestra sobre energias renováveis no IX Congresso Estadual de Profissionais da Paraíba. Com o objetivo de aproximar-se dos profissionais da área de engenharia do interior da Paraíba, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-PB) realizou encontros microrregionais nas cidades de Campina Grande, Patos e Sousa. Os eventos são uma prévia do IX Congresso Estadual de Profissionais da Paraíba que acontecerá nos dias 9 e 10 de Junho, no Luxxor Skyler Hotel, em João Pessoa.  Os eventos microrregionais foram realizados de acordo com as demandas das cidades que sediaram os encontros. Em Sousa, o coordenador técnico do Comitê de Energias Renováveis do Semiárido (CERSA), Walmeran Trindade, foi convidado para proferir uma palestra em torno da temática das energias renováveis na última quarta-feira, dia 11 de maio. “A ideia surgiu a partir do diálogo que tivemos com esse grupo de ambientalistas, pensadores, formuladores e acadêmicos que fazem parte do CERSA. Assim, optamos por escolher o tema das energias alternativas que se mostra absolutamente estratégico para ser debatido aqui em Sousa”, destacou a presidente do CREA-PB Gliucélia Figueiredo. Durante a palestra, o professor Walmeran Trindade ressaltou que o modelo centralizado de geração de energia elétrica está causando grandes impactos ambientais. Um dos fatores são as grandes centrais hidrelétricas que estão concentradas em um único ponto, causando problemas através da implementação de reservatórios e de longas linhas de transmissão para transporte de energia. Por sua vez, as energias renováveis possuem vantagens em relação à produção energética tradicional. Um dos inúmeros benefícios é a exigência de um modelo descentralizado, democrático e menos nocivo ao meio...

Seminário em Itaituba (PA) debaterá grandes projetos na Bacia do Tapajós

Nos dias 23 e 24 de maio a cidade de Itaituba, no oeste do Pará, será sede do Seminário “Impactos, desafios e perspectivas dos Grandes Projetos na Bacia do Tapajós”, promovido pelo Ministério Público do Pará por meio do Centro de Apoio Operacional Cível (CAO Cível) e Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Caoma) em parceria com a Universidade Federal do Pará por meio da Clínica de Direitos da UFPA com apoio da Fundação Ford, Ministério Público Federal e promotores de justiça locais. O evento será no Parque de Exposição Hélio da Mota Gueiros e tem como foco principal os impactos aos municípios que compõem a Bacia – Santarém, Itaituba, Belterra, Placas, Aveiro, Mojui dos Campos, Novo Progresso, Juruti, Jacareacanga, Rurópolis e Trairão. O Grupo de Trabalho (GT) da Bacia do Tapajós, criado em fevereiro de 2016 pelo MPPA, tem como coordenadores gerais o CAO-Cível e o Caoma e como coordenadores regionais as promotoras de Justiça Liliam Furtado e Ione Missae, que atuam nos municípios. O público alvo são pessoas e instituições interessadas na discussão dos impactos, desafios e perspectivas dos grandes projetos na região- estudantes, professores e pesquisadores, órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais. O credenciamento inicia às 8h, na segunda-feira (23) e a abertura oficial será às 10h, com representante do governo do Estado, Procurador Geral de Justiça do MPPA, representantes do MPF, da Justiça Federal e Estadual, da Clínica de Direitos Humanos da Amazônia/UFPA, Igreja Católica, prefeitura de Itaituba, do Consórcio de Municípios do Tapajós, Assembleia Legislativa do Pará e da OAB em Itaituba. Debates – Na programação,...

Movimento realiza ações contra os combustíveis fósseis e o fracking

Foi uma semana de grande mobilização contra os combustíveis fósseis e o FRACKING na cidade de Maringá, Norte do Paraná. Milhares de pessoas receberam a mensagem do movimento global LIBERTE-SE DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS como parte da onda global – Break Free 2016 – contra projetos poluentes e injustos da indústria de carvão, petróleo e gás. Precisamos parar de investir em fósseis, como o metano liberado pelo FRACKING, e incentivar as energias renováveis como solar, eólica, pequenas centrais hidrelétricas e de biomassa. Em Maringá foram realizadas várias atividades como palestras nas escolas e universidades, blitz nas ruas, diversas entrevistas em rádios, abordagem direta com os visitantes, agricultores e expositores que estiveram na 44ª Expoingá, reunião nas igrejas e templos, encontros nas cidades vizinhas e comunidades indígenas da região. Na pauta os riscos e perigos do FRACKING para a água, solo e ar, além de causar câncer nas pessoas e animais. O ponto alto do LIBERTE-SE em Maringá reuniu visitantes, entre jovens e adultos, que participaram de um flash mob realizado na Expoingá. Apesar da chuva intensa, foi possível reuniu um grupo que recebeu informações sobre a onda global contra os combustíveis fósseis para que petróleo, gás e carvão fiquem no chão, medida fundamental para diminuirmos as emissões e contermos as mudanças climáticas. As energias renováveis também tiveram atenção especial, pois somente conseguiremos conter o aquecimento global com uma matriz energética limpa e renovável. Representantes da 350.org Brasil e COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e pela Sustentabilidade – e Repas obtiveram o apoio do Núcleo de Agroecologia e Sustentabilidade (Nads) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), através do Professor José Ozinaldo...

Greenpeace realiza desafio solar para negócios sociais

Greenpeace e incubadora de negócios sociais se unem para incentivar a cultura do empreendedorismo em um concurso para universitários Você tem uma ideia incrível para fazer a energia solar bombar? Então, junte seus amigos e encare o Desafio Solar Para Negócios Sociais.  O Greenpeace Brasil e a incubadora de negócios sociais NESsT Brasil estão em busca de universitários com ideias criativas de modelos de negócios que possibilitem a democratização da energia fotovoltaica – e ainda tragam benefícios sociais aos brasileiros.A energia solar fotovoltaica tem várias vantagens ambientais por ser renovável. E é uma das mais limpas quando o assunto é emissão de gases de efeito estufa. Essa fonte transforma vidas, pois gera empregos e expande o acesso à eletricidade. E, apesar de tudo isso, ainda precisa ter visibilidade e ganhar a atenção do governo e do mercado de negócios. Apenas 0,02% da matriz energética brasileira é solar. O Desafio foi criado para ajudar estudantes a desenvolver projetos inovadores que mudem essa realidade e para incentivar o empreendedorismo. Ao contrário da maioria dos concursos, desta vez não é apenas o resultado que importa. A participação no processo já será positiva. Depois de se inscrever no site, os estudantes com as melhores ideias serão selecionados para entrar no Desafio. Durante os próximos meses, serão acompanhados por profissionais do Greenpeace e da NESsT e terão treinamentos online e presenciais para aperfeiçoar os projetos. Na reta final, o projeto melhor desenvolvido será destacado. Seus idealizadores receberão uma mentoria exclusiva da NESsT. E, ainda, um pacote de treinamentos do Greenpeace e parceiros. Entre os temas a serem trabalhados estão captação de recursos, comunicação e...

A alvorada da energia solar

Greenpeace Brasil lança estudo que mostra como a energia fotovoltaica pode trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos para o país. Já pensou sobre o que mudaria no seu dia-a-dia se você pudesse gerar sua própria energia, ter mais independência, mais escolhas e menos gastos? Agora imagine como seria nosso país se a energia solar fotovoltaica estivesse na casa de muitas e muitas pessoas. Que tipo de benefícios veríamos na nossa economia? E como essa fonte favoreceria o meio ambiente? Para mostrar esse país do futuro, que não está tão longe assim, o Greenpeace Brasil lança o estudo Alvorada – Como o incentivo à energia solar fotovoltaica pode transformar o Brasil. No documento, analisamos  algumas medidas que facilitariam o acesso das pessoas a sistemas fotovoltaicos, tanto para residências quanto para comércios. Calculamos, por exemplo, o impacto de o governo liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador que quer usá-lo na compra de placas solares, como hoje acontece no caso do primeiro imóvel. Ou então, o que aconteceria se fossem menores os tributos que incidem nas placas que compõem os painéis. Baixar essas cobranças irá diminuir em até 20% o preço dos sistemas e, portanto, torná-los mais viáveis para muitas famílias. Avaliamos como a Resolução Normativa 687/15, que entrou em vigor em março deste ano, irá impactar em maior adesão à energia solar. E, também, como seria o Brasil em 2030 caso o governo não adote incentivo algum. Ou seja, se continuarmos como estamos hoje. “Todas as medidas levantadas no estudo são factíveis e de responsabilidade dos governos municipais, estaduais e federal. Está nas mãos...

Fórum debate o uso da energia solar fotovoltaica no semiárido

O Comitê de Energia Renovável do Semiárido (CERSA) realizou de 18 a 20 de abril, no Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar da Universidade Federal de Campina Grande – Campus Pombal, o II Fórum do Semiárido de Energia Solar e a II Conferência Regional da Sustentabilidade Ambiental, com o objetivo de formular políticas públicas para continuar avançando com novas reflexões e proposições sobre a atual conjuntura de escassez hídrica e limitações da atual matriz energética brasileira. Na conferência de abertura com o tema “O potencial do Semiárido para geração de energia solar e as informações da COP-21”, o assessor nacional do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, Ivo Poletto, afirmou ter “a expectativa de  que o Fórum seja uma oportunidade para que a população se dê conta de que o sol de fato é nosso parceiro na geração de energia”.  Também esteve presente no primeiro dia o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), André da Nóbrega, que em sua apresentação mostrou como se encontra o avanço da energia solar no Brasil. Para ele o grande desafio para a expansão da energia solar descentralizada no nosso país é o alto custo dos equipamentos. Nóbrega alegou haver entraves nas linhas de financiamento e no tempo de retorno sobre o investimento para compra dos módulos fotovoltaicos. “Com financiamento e políticas tributárias como a desoneração do Imposto sobre a Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS), a aquisição de placas fotovoltaicas será bastante facilitada. Diversos estados já aderiram ao  convênio do CONFAZ e não cobram ICMS pela produção de energia descentralizada. O estado da Paraíba ainda não avançou nesse sentido” disse Nobrega. No...

Em Santarém, mais de 500 pessoas debatem usinas na bacia do Tapajós

Pesquisadores, líderes indígenas, beiradeiros, procuradores da República e movimentos sociais debateram por mais de seis horas os problemas dos projetos de barragens na região. Pelo governo federal, foram convidados mas não participaram representantes do Ministério de Minas e Energia, Ibama, Funai, Eletrobras e ICMBio Os projetos do governo para barragens na bacia do Tapajós mobilizaram a cidade de Santarém, no oeste do Pará, durante mais de seis horas de audiência pública realizada nesta sexta-feira, 29 de janeiro, na sede da Associação Comercial da cidade. Promovida pelo Ministério Público Federal (MPF), a audiência atraiu mais de 500 pessoas para ouvir pesquisadores, lideranças indígenas, procuradores da República e lideranças ribeirinhas que trataram dos inúmeros riscos e falhas dos projetos, que impactam com gravidade um dos corredores ecológicos mais importantes da Amazônia e também uma das áreas de ocupação humana mais antiga, milenar, na região. Era tanta gente que logo no começo um grupo que não conseguiu entrar no auditório provocou um pequeno tumulto na tentativa de cancelar ou mudar a audiência de local. Mesmo assim, com atraso de cerca de uma hora, os debates transcorreram normalmente. Foram convidados representantes de vários órgãos do governo envolvidos nos projetos de barragens, mas ninguém compareceu. “De nove empresas interessadas na construção de São Luiz do Tapajós, oito são empreiteiras investigadas na operação Lava Jato”, disse o procurador Camões Boaventura ao iniciar sua explanação sobre as irregularidades até agora encontradas pelo MPF nos projetos de barragens no Tapajós. Ao todo, são 43 barragens de vários tamanhos, projetadas pelo governo para o Tapajós e seus três afluentes, Teles Pires, Juruena e Jamanxim. Algumas, no Teles Pires...

UFRJ inaugura estacionamento com 414 painéis solares fotovoltaicos

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) evidenciando o que poderia ser tomado pelo Governo Federal como um verdadeiro nicho para a expansão da energia solar fotovoltaica no Brasil, considerando a enorme quantidade de veículos no país e o enorme potencial de geração de energia elétrica a partir do sol. Confira a notícia abaixo. Maior estacionamento solar em geração distribuída do Brasil Nesta terça-feira, dia 18 de agosto, a UFRJ dará um grande passo em busca da utilização mais eficiente de recursos naturais. O campus da Cidade Universitária passará a abrigar o maior estacionamento solar do país em geração distribuída, localizado no prédio anexo do Centro de Tecnologia. O espaço, de 651,64 metros quadrados, com capacidade para 65 carros, alocará 414 painéis solares fotovoltaicos capazes de gerar 140 mil kWh por ano. Essa energia é suficiente para abastecer até 70 residências com consumo médio de 167 kWh por mês. A cerimônia de lançamento será, às 16 horas, no Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC) da Coppe/UFRJ, que fica ao lado da instalação dos painéis. Participarão do evento o reitor da UFRJ, Roberto Leher; a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão; o Secretário de Fazenda do estado do Rio de Janeiro, Julio Bueno; o presidente da Light, Paulo Roberto Ribeiro; o diretor da Coppe, Edson Watanabe; e o diretor de Relações Institucionais da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, entre outras autoridades. O projeto, cujo valor do investimento é de R$ 1,6 milhão, faz parte do programa de energia do Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia para a Cidade Universitária da...

Senador lê carta que pede paralisação da construção da Usina de Angra 3

Ontem (24/06) o Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) utilizou a tribuna do Senado Federal para ler a Carta Aberta ao Sr. Joaquim Levy, assinada por várias organizações e pessoas e que recomenda ao ministro a paralisação da construção da Usina Nuclear de Angra 3. Segundo a carta, que também foi entregue ao Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, em audiência no último dia 10/06, a paralisação acarretaria uma economia de bilhões de reais em gastos públicos justamente em um momento em que o governo brasileiro propõe e implementa medidas de ajuste fiscal na economia. Além dos aspectos econômicos a carta aponta também as preocupações com a segurança, lembrando denúncia feita ainda em 2010 de que o projeto da usina não está adequado às normas de segurança que a Agência Internacional de Energia Atômica editou após acidentes ocorridos ainda em 1979. Por fim, a carta lembra ao ministro Levy que uma das empresas detentoras do contrato de construção da Usina de Angra 3 está entrando em falência e com dificuldades de finalizar a construção de usinas nucleares na França e na Finlândia. Confira a carta e o pronunciamento do Senador na...