Oficina “Nossa Casa Solar” em Brasília

A Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil convida a todos os interessados a participarem da oficina “Nossa Casa Solar”, que será realizada em Brasília neste próximo sábado (30/04), das 13h30 às 17h30 no salão paroquial da Paróquia Bom Jesus, que fica na L2 Sul Quadra 601, módulos 3 e 4, entre o colégio Galois e a TV Rede Vida. A oficina é parte da campanha de mesmo nome que a Frente vem desenvolvendo desde o ano passado com o objetivo de aumentar o conhecimento da população sobre a geração de energia elétrica a partir da energia solar fotovoltaica, contribuindo assim para a aceleração da diversificação da matriz elétrica brasileira. A oficina “Nossa Casa Solar” tem o objetivo de promover uma compreensão popular das principais questões relacionadas ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica a partir da mini e microgeração de energia, com foco na energia solar fotovoltaica, abordando aspectos como tecnologia, potencial, políticas de incentivo, regulamentação, investimento, financiamentos, empresas instaladoras e possibilidades de ação local. A oficina busca também regionalizar as ações da campanha “Energia para a Vida” e ajudar as organizações a elaborarem projetos de captação de recursos para a instalação de sistemas de mini e microgeração distribuída em suas sedes. A participação é aberta e gratuita. Interessados podem confirmar a presença pelo e-mail:...

Líder Munduruku denuncia usinas durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Na próxima quarta-feira, dia 24, às 16:30h (11:30h Brasília), Ademir Kaba Munduruku, representante das organizações Munduruku do Alto Tapajós, vai participar em Genebra de evento paralelo à 29a Reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (UNHRC) sobre o direito dos povos indígenas a processos de consulta livre, prévia e informada (CLPI) no planejamento e licenciamento de hidrelétricas na Amazônia, com destaque para as bacias do Tapajós e do Xingu. Ademir será acompanhado pelo Procurador da República Felício Pontes Jr., do Ministério Público Federal no Pará, coautor de diversas ações civis públicas sobre violações de direitos humanos e legislação ambiental nos casos de Belo Monte e de barragens na bacia do Tapajós. Além do evento paralelo da ONU em Genebra, aberto ao público e a autoridades internacionais, Ademir se reunirá em Paris, entre segunda (22) e terça (23), com o diretor de energia da ex-estatal EDF (Electricité de France, hoje de economia mista com 70% das ações na mão do governo), Antoine Cahuzac, o Conselho Nacional de Direitos Humanos da França, e deputados e senadores franceses, para denunciar a participação da empresa nos impactos dos projetos hidrelétricos na bacia Teles Pires/Tapajós. A EDF detém 51% das ações do consórcio construtor da usina de Sinop (Teles Pires), no Mato Grosso, e é uma das duas empresas privadas internacionais (ao lado da GDF Suez, também francesa) no Grupo de Estudos Tapajós – GET, que avalia a de viabilidade da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós (Tapajós, PA). A agenda da liderança Munduruku também inclui encontros com os assistentes da relatora especial da ONU sobre independência dos juízes (para denunciar a...

Entre a cheia e o vazio – documentário sobre o Rio Madeira

Entre a cheia e o vazio: A cheia histórica do rio Madeira em 2014 e seus nexos com as UHEs Santo Antônio e Jirau Sinopse: O documentário é resultado de um esforço compartilhado de pesquisadores para colocar em questão os nexos entre a cheia do rio Madeira e os vazios relacionados à implementação e atividade das duas usinas hidrelétricas instaladas no mais caudaloso afluente do rio Amazonas. O ponto de partida do filme é a afirmação do diretor da UHE Jirau de que “acreditar na relação entre a cheia e as usinas seria crendice”. O empenho das usinas em ocultar as causas coadjuvantes dessa catástrofe expõe as populações que vivem no entorno dos megaprojetos hidrelétricos em Rondônia, Beni e Pando (Bolívia) a novos e ampliados danos sociais e ambientais, além de colocar em risco de isolamento a população do Acre, que tem sua única via de acesso por terra afetada pelo atual regime de operação dos reservatórios das usinas. O consenso propalado pelos empreendedores das obras de que “a cheia foi natural” é desvelado por pesquisadores independentes e comunidades ribeirinhas afetadas. Philip Fearnside, Edna Castro, Célio Bermann e Jorge Molina, especialistas reconhecidos nacional e internacionalmente, deram significativa contribuição nesta reconstrução de sentidos. Grande parte das filmagens foi realizada no interior das usinas, ouvindo seus representantes e decodificando seus números e discursos. Estas informações são apresentadas ao público como uma espécie de plataforma audiovisual para que se investigue o que significam de fato hidrelétricas “a fio d`água” e fontes de “energia limpa”, quem se beneficia da energia gerada e por que novos estudos de impacto são necessários.  Realização: Mapeamento Social...

Programa Vozes da Amazônia entrevista Ivo Poleto sobre a Campanha Energia para a Vida

O Programa Vozes da Amazônia entrevista Ivo Poleto sobre a Campanha Energia para a Vida e o ribeirinho Sr. Veloso, atingido pela inundação no rio Madeira. O programa contou ainda com a breve participação de Denis da Cultura de rua. O Vozes da Amazônia vai ao ar todos os domingos das 9 as 10:30h de RO e tem como coordenação o Instituto Madeira Vivo e elaboração da Rede de Entidades em Defesa da Sustentabilidade da...

Vídeo pedagógico mostra relação entre água e mineração

  Muito se fala sobre as serras de Minas Gerais serem riquíssimas em minério de ferro. Mas elas são mais ricas ainda em água, porque ela está na camada geológica onde se encontra o ferro. Por isso, a Serra do Gandarela, na região metropolitana de Belo Horizonte, é um aquífero muito importante para o abastecimento da região. É a última serra ainda intacta no chamado quadrilátero ferrífero, que conta com um movimento que luta há anos pela sua preservação. Por que, mesmo diante da grave crise hídrica – que já assola Congonhas e Conceição de Mato Dentro e ameaça Belo Horizonte, a mineração fez pressão para minerar a Serra do Gandarela e conseguiu que os governos alterassem os limites do Parque Nacional, pedido em 2009 pela sociedade e criado no dia 13/10/2014 sem a serra? Qual é a nossa escolha? Permitir a mineração ou garantir o abastecimento de água para o presente e futuro da terceira maior região metropolitana do Brasil? Produzido pelo Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MovSAM), que integra o Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela, com recursos do Fundo Socioambiental...

Pacto urbano contra mudanças climáticas

IHU – Quinta, 17 de julho de 2014 “Além de transportes públicos de qualidade, há que se pensar no adensamento adequado da população, de modo que as pessoas tenham de se locomover em distâncias menores para ir ao trabalho, à escola, às compras, a consultórios, ambulatórios médicos e hospitais e aos cinemas, teatros, restaurantes, parques e outros equipamentos de lazer e cultura. O melhor adensamento, reduzindo-se as distâncias e a excessiva capilaridade das edificações, também possibilitaria economia de energia elétrica com iluminação pública e do consumo das unidades residenciais e empresariais” afirma Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor da Fiabci/Brasil e diretor de Marketing da Sobloco Construtora, em artigo publicado por Envolverde, 15-07-2014. Eis o artigo. As cidades, embora ocupem menos de 2% da superfície do Planeta, consomem 78% da energia mundial e produzem mais de 60% de todo o dióxido de carbono. Ademais, expelem na atmosfera volumes expressivos de outros gases de efeito estufa, principalmente como consequência da geração de energia, utilização de biomassa e das emissões dos veículos automotores e indústrias. Os dados são do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). O organismo tem-se preocupado em encontrar alternativas para mitigar a influência do meio urbano no fenômeno das mudanças climáticas, que tanto preocupa a humanidade.   A boa notícia é que há soluções para que isso ocorra, considerando que o conceito de cidades sustentáveis é absolutamente factível, começando pelo adequado planejamento urbano. A coleta seletiva dos resíduos sólidos, com o devido tratamento, reaproveitamento/reciclagem do que for possível e correta deposição do restante em aterros sanitários adequados, já contribuiria bastante para reduzir a emissão de carbono. Saneamento básico universalizado, com garantia de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, é outro...