De olho nas pegadas ambientais do urânio na Bahia

O município de Caetité (Bahia), sede da única mina de urânio em atividade na América Latina, recebeu um grupo de estudantes da UFBA com uma missão especial. Eles foram ver as pegadas ambientais da exploração do minério e saber como é a convivência da sociedade local com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB)…

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Expedição do CERSA avalia impactos de parques eólicos no Vale do Sabugi (PB)

O Comitê de Energia Renovável do Semiárido (CERSA) promoveu no dia 22 de Julho, uma expedição na região paraibana do Vale do Sabugi. A ideia foi dialogar com as comunidades sobre as modificações causadas pela instalação de parques eólicos na localidade.

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Qual valor dos povos indígenas no planejamento energético brasileiro?

Como o componente indígena entra na agenda socioambiental de planejamento da matriz elétrica brasileira, em especial, com relação a grandes empreendimentos hidrelétricos? Esse foi um dos pontos destacados durante o diálogo entre representantes de organizações não governamentais, que integram o Grupo de Trabalho de Infraestrutura, com equipe técnica da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), no dia 17 de julho.

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Disponibilizado para download o filme “Belo Monte: Depois da Inundação”

Comemorando o Dia Internacional de Luta contra Barragens, pelos Rios, pela Água e pela Vida, no último dia 14 de março, o novo documentário “Belo Monte: Depois da Inundação, dirigido pelo premiado cineasta Todd Southgate, foi disponibilizado para download gratuito, através do site do filme.

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Expedição do CERSA avalia impactos de parques eólicos no Vale do Sabugi (PB)

Por Enio Marx – Assessor de Comunicação do CERSA. O Comitê de Energia Renovável do Semiárido (CERSA) promoveu no dia 22 de Julho, uma expedição na região paraibana do Vale do Sabugi. A ideia foi dialogar com as comunidades sobre as modificações causadas pela instalação de parques eólicos na localidade. A comitiva foi formada pelos coordenadores do CERSA e membros da diretoria da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil (FNPE), César Nóbrega e Walmeram Trindade, o técnico-agrícola do Programa de Ação Social e Políticas Públicas Aires Humberto, o Gerente da Casa da Economia Solidária de Pombal José de Anchieta, os professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG – Campus Pombal), Gustavo Sales e Ricélia Marinho, e as agentes da Comissão Pastoral da Terra(CPT/Borborema), Vanúbia Martins e Valdenice Silva, e o jovem Arthur Marinho. A expedição foi dividida em dois momentos,  o primeiro foi conhecer o sítio das eólicas situados nas comunidades Lagoa I (São José do Sabugi), Lagoa II (Santa Luzia) e Canoas (Junco do Seridó). Já no segundo momento, os representantes do CERSA conversaram com os moradores da região sobre a chegada das centrais eólicas. Para tanto foi preciso a articulação da estudante Camila Medeiros junto às comunidades. Na primeira etapa, os ambientalistas puderam observar que turbinas estão sendo montadas degradando o meio ambiente. Em vários locais pode-se notar o desmatamento da caatinga. Outro ponto observado foi a abertura de novas estradas e o alargamentos das antigas desviando a rota tradicional. Na segunda fase da expedição, os representantes do CERSA dialogaram com os representantes das Associações Comunitárias das comunidades de Riacho Fundo, Redinha e Redinha de Baixo pertencentes... Leia mais »

Organizações socioambientais abrem espaço de diálogo com EPE para discutir planejamento da matriz elétrica

Autora: Sucena Shkrada Resk – 11/05/2017. O processo de planejamento da matriz elétrica brasileira é um assunto que até hoje está restrito a um pequeno grupo técnico e político, na esfera do governo federal. Questões importantes de infraestrutura, como informações e decisões políticas por médios e grandes empreendimentos hidrelétricos na Amazônia ou por matrizes solares e/ou eólicas ou termelétricas, nos próximos 10 e 30 anos, fazem parte desta agenda. Com o objetivo de tornar esta discussão mais transparente e trazer a contribuição de especialistas da sociedade civil organizada, nesta pauta, foi realizada uma reunião em São Paulo, no último dia 5. Representantes do Grupo de Trabalho (GT) Infraestrutura, que reúne mais de 30 organizações socioambientais, e da direção da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), braço técnico e de pesquisa do Ministério de Minas e Energia (MME), abriram um canal de diálogo, que tem como objetivo principal a criação futura de um fórum permanente nesta agenda no país. Luiz Augusto Nóbrega Barroso, presidente da EPE, expôs que a autarquia está aberta a receber e estudar propostas oriundas do GT Infraestrutura, como também a ouvir diferentes segmentos da sociedade. “Acredito no planejamento colaborativo. O nosso sonho de consumo é a implementação de fóruns permanentes”, disse. As organizações socioambientais priorizam fontes de matriz limpa em relação, principalmente, a hidrelétricas na região amazônica, que têm provocado fortes impactos socioambientais na região, a exemplo de Belo Monte e das usinas do Rio Madeira; cujas construtoras deste modelo de empreendimento também estão sendo investigadas sobre esquemas de corrupção, amplamente divulgados na atualidade. “Uma das principais metas é que não haja necessidade de construção de mais empreendimentos hidráulicos, num cenário de 30... Leia mais »

Sociedade civil encaminha contribuições para Plano Decenal de Expansão de Energia 2026

Por Sucena Shkrada Resk – ICV. Redes da sociedade civil organizada encaminharam um documento conjunto, no qual colocam suas contribuições para a versão preliminar do Plano Decenal de Expansão de Energia 2026 (PDE 2026), submetida à consulta pública pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), cujo prazo terminou no dia 27 de agosto. O principal objetivo é incorporar efetivamente a dimensão socioambiental no planejamento do setor energético brasileiro. A iniciativa é do Grupo de Trabalho de Infraestrutura (GT-Infraestrutura), do Observatório do Clima (OC), da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil (FNPE) – em parceria com o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (FMCJS) e da Aliança dos Rios da Panamazônia. Estas redes são compostas por organizações não-governamentais e movimentos sociais. As propostas são divididas em cinco eixos: – Transparência e participação pública: incorporação da dimensão socioambiental; dos direitos humanos; – Processos de tomada de decisão e incorporação de critérios de restrição na formação dos portfólios; – Identificação de cenários de demanda; – Alternativas para a geração de energia elétrica: energia solar e eólica; termelétrica à biomassa; a não construção de mais nenhuma hidrelétrica na Amazônia; térmicas com combustível fóssil com restrições; quanto à energia nuclear, retirar Angra 3 e quaisquer planos de novas usinas nucleares do planejamento energético; – Questionamento sobre a expansão petroleira no plano. Os ambientalistas e especialistas na área energética, que integram o grupo de autores, expõem a relevância do PDE ser objeto de diálogos mais aprofundados com as redes da sociedade civil sobre temas específicos abordados e de forma articulada com o Plano Nacional de Energia (PNE), o componente de energia da NDC brasileira,... Leia mais »

De olho nas pegadas ambientais do urânio na Bahia

O município de Caetité (Bahia), sede da única mina de urânio em atividade na América Latina, recebeu um grupo de estudantes da UFBA com uma missão especial. Eles foram ver as pegadas ambientais da exploração do minério e saber como é a convivência da sociedade local com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), dona do complexo minero-industrial produtor do concentrado de urânio, matéria prima da fonte-combustível dos dois reatores nucleares de Angra dos Reis (RJ). Quando decidiram ir ao encontro do mundo técnico e científico do campo nuclear sabiam que carregariam malas e mochilas cheias de interrogações sobre o resultado daquela experiência. Tinham muitas dúvidas. Em especial, se compreenderiam a realidade da mineração nuclear e seus impactos sobre a saúde pública, sobre o meio ambiente e como poderiam relacionar esta problemática com a formação acadêmica de Engenheiros/as Sanitaristas. Viajaram com a Profa. Dra. Patrícia Borja, no âmbito do projeto da disciplina Problemas de Saúde Pública, da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Rotas de informação Quase 640 km separam Caetité de Salvador. A longa viagem foi antecedida por uma atividade na Escola Politécnica no dia 08 de julho, quando tratamos do Programa Nuclear Brasileiro e seus negativos impactos no Alto Sertão baiano, onde começa o ciclo de produção da energia nuclear gerada nas usinas Angra 1 e 2 (RJ). Mostrando imagens e documentos de órgãos de fiscalização ambiental e de regulação da atividade nuclear no Brasil, mostramos os prejuízos socioambientais provocados pelas atividades de mineração e beneficiamento de urânio no semiárido baiano. Tratamos também das pesquisas que vêm sendo feitas nas áreas de saúde (Fiocruz) e meio... Leia mais »
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